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História

 

Cartório

 

Localizada na VERTENTE OCIDENTAL DO CAPARAÓ, a cidade de Entre Folhas, tem uma população aproximada de 6.000 habitantes e dispõe de uma estrutura mínima capaz de atender às necessidades de seus habitantes, tais como água tratada, agência bancária, sistema de telefonia DDD e DDI, etc.

Sua economia se baseia única e exclusivamente na agro pecuária, com destaque para a produção de café e hortifrutigranjeiras.

Cidade pequena, tem como vizinhas as cidades de Vargem Alegre, recém emancipada, Bom Jesus do Galho, Inhapim, Ubaporanga e Caratinga, município do qual foi desmembrado em 1992, quando se deu sua emancipação política.

A despeito deste desmembramento recente, é bastante antigo o distrito de Entre Folhas, datando do século passado sua criação.

Por volta do período Imperial, ficava na rota do caminho para a Barra do Cuieté, para onde eram levados os criminosos condenados, e servia de pouso para os viajantes, mormente para a milícia imperial, que construíra uma de suas bases (quartel) na região, localidade hoje denominada de QUARTEL DO SACRAMENTO, no município de Bom Jesus do Galho.

Contam os mais velhos que a denominação Entre Folhas se deveu ao fato de ser o ribeirão que banhava local de pouso dos viajantes ser coberto de folhas fato somente percebido no instante em que sentiram necessidade de encontrar água para suas montarias e para suas necessidades básicas.

Atribui-se a PORFÍRIO TEIXEIRA MACIEL, o título de fundador do povoado, talvez por ter sido um dos primeiros a fixar residência naquelas paragens.

A partir de então o povoado de Entre Folhas começou a se desenvolver, obtendo sua plenitude em fins do século passado e início do século XX, com a transferência de famílias importantes para a região, como os Santos Mestres, os Cristinos, etc., vindos da Zona da Mata, especialmente de Tocantins e proximidades de Juiz de Fora. Foi durante muito tempo, polo de importância para a região, vindo a perder sua influência pela escolha de Caratinga como estação terminal da recém construída Estrada de Ferro Leopoldina, que tinha por objetivo dar vazão à produção agrícola, da região.

Nesta ocasião, o povoado de Entre Folhas contava já então com os melhores médicos do interior e com boas escolas, constando-nos até da existência de uma célula do Colégio Batista Mineiro em seu território.

Com o declínio, o povoado perdeu para Caratinga, sua importância, e veio a se transformar em Distrito daquele município, criado no final do século.

Destas famílias vindas de "fora" como era costume afirmar, encontramos os descendentes de Porfírio Maciel, os Mestres, os Amaral, os Martins e muitos outros.

O que marca hoje Entre Folhas, é a fidelidade que sua população mantém à sua terra natal e a receptividade aos que a visitam.

Todo entrefolhense que por uma razão ou outra, teve que abandonar sua terra sonha em voltar um dia e ali fixar residência.

Dentre os seus filhos, alguns conseguiram destaque a nível local e regional, tais como Afonso Gomes, médico e poeta, talvez um dos primeiros filhos de Entre Folhas a conseguir uma graduação em Medicina; Humberto de Paiva, advogado e jurista, que veio a desempenhar a função de Juiz do Tribunal de Alçada de Minas Gerais; o palhaço Meio Quilo, que compunha o grupo do palhaço Carequinha, Carmello Mantuano, procurador da Fazenda Nacional e atualmente o Secretário de Segurança do Estado de Minas Gerais Mauro Ribeiro Lopes.

Dr. Wagner Martins

  O primeiro Cartório de Paz de entre folhas foi instalado em outubro de 1890.
Foram seus escrivães:

Francisco Pereira Braga

José Cristino Júnior

João Lemos

Alcides Guanabara

José Arreguy Campos

Nilton Chagas

Atualmente o Sr. Josephino de Souza Freitas.

Cinema

O primeiro cinema foi fundado pelo Sr. Varonil que vinha de Caratinga com seu cavalo, o cinema era a motor.
O segundo cinema de entre Folhas, teve o Sr. salvador Mantuano e o Sr. Francisco Bernardes como fundadores.
O terceiro foi fundado por Mário Zopelar. Dando-lhe o nome de "Cine Zopelar". Depois o cinema passou a pertencer ao Sr. Wilson Lopes de Paiva, que mudou o nome do cinema para "Cine Paiva". Hoje não existe mais cinema na cidade de entre Folhas, como aconteceu com todas as cidades do interior.

Transporte Coletivo

O primeiro transporte coletivo de Entre Folhas foi uma "Jardineira" do Sr. Manoel Faria, que veio de Ubá para Entre Folhas.
Depois, chegou para entre Folhas a "Viação Amália", sendo seu fundador Orestes Paiva que pertencia a 40 sócios, entre eles Chiquito Lopes e Geraldo de Matos Costa. Tivemos também a "Viação Entre Folhas", registrada em 18/02/1944, fundada pelos cunhados Geraldo de Matos Costa e Chiquito Lopes de onde nasceu a "Companhia de Viação São Geraldo"
Segundo Geraldo de Matos Costa, nascido em 1º de novembro de 1911, fundador da "Viação entre folhas o 1º carro que apareceu em Entre Folhas foi um Buik velho. Seu dono era o Sr. Varonil.
 

entrefolhas@terra.com.br

 

Atualizada em 24/03/2005

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